TOXINAS
TOXINAS, As Vilãs do Nosso Bem Estar.
Por Rosa H. Otani
São conhecidas 4 milhões de substâncias tóxicas, das quais 3 milhões têm um alto grau de toxicidade, que encontramos na poluição do ar e nos pesticidas utilizados na agricultura contra as pragas.
O excesso de toxinas altera a produção de hormônios e de neurotransmissores como a serotonina, responsável pela sensação de bem estar. As toxinas atingem até mesmo o nosso humor. Existem casos de pessoas que passaram por grandes processos de estresse, que da noite para o dia apareceram cabelos brancos, aparentando terem envelhecido. Os desequilíbrios emocionais causam estresse e também liberam grande quantidade de radicais livres no organismo, danificando as células do corpo e acelerando o processo de envelhecimento.
As toxinas danificam as células e também são responsáveis pelo desequilíbrio nos processos metabólicos, causando disfunções orgânicas que, aos poucos, vão minando a nossa resistência, fazendo adoecer o nosso corpo.
OS MALES DAS TOXINAS
O aumento das toxinas no organismo acontece quando as nossas dietas alimentares são desequilibradas, pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados. As gorduras, os açúcares, os agrotóxicos, os aditivos alimentares, os cigarros e metais pesados também contribuem muito para o aumento das toxinas.
Segundo a Dra. Clarisse Zanette, nutricionista e mestre em ciência médica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o excesso de toxinas pode causar alterações na aparência da língua, mau hálito, cabelo e pele sem viço, dores de cabeça, cansaço, envelhecimento precoce, vista cansada, náuseas, tontura, excesso de peso, metabolismo lento, irritabilidade, mudanças de humor e problemas digestivos como constipação, síndrome do intestino irritável, gases, inchaço na barriga e má digestão.
Diariamente o organismo é intoxicado por diversas substâncias químicas como nitratos, nitritos, aminoácidos, proteínas, aminas, alcalóides, glicosídeos e numerosos compostos fenólicos, que provocam reações adversas no corpo. Todos esses componentes estão presentes no ar que respiramos e também na feijoada mais gordurosa que comemos. O nível de toxina varia de acordo com o teor de poluentes, gorduras, agrotóxicos, temperos e conservantes presentes nos alimentos.

De acordo com a nutricionista Camila Leonel, professora na Faculdade de Santa Marcelina, quando esses itens são consumidos em excesso, as mitocôndrias, organela responsável pela respiração das células, ficam sobrecarregadas. Uma vez agredidas as mitocôndrias, elas passam a produzir radicais livres, que são moléculas com elétrons altamente instáveis e reativos, causadores de doenças degenerativas. Os radicais oxidam as células, isto é, queimam o oxigênio responsável por funções celulares vitais, intoxicando o corpo e desequilibrando sua bioquímica. Além disso, os órgãos vitais, como o fígado e os rins, acabam comprometidos, prejudicando as tarefas de filtrar as impurezas do organismo.
Entre os efeitos mais graves ligados ao acúmulo de toxinas estão o câncer e a doença de Alzheimer. É claro que o corpo consegue eliminar naturalmente as toxinas através da transpiração, respiração, fezes e urina, mas quando há excesso é preciso ajudar o organismo com uma dieta desintoxicante. Para isso, são necessários apenas 7 dias de boa alimentação e mudança de hábitos, para conseguir se livrar do resultado de 4 dias de exageros, por exemplo.
COMO ELIMINAR AS TOXINAS DO CORPO?
Segundo a nutricionista Dra. Ana Huggler, da Global Nutrição, o recomendado é optar por alimentos que favorecem a eliminação de toxinas, como por exemplo as castanhas, que são ricas em vitamina E, ômega 3, cálcio, magnésio, zinco, e o selênio que ajuda na eliminação de metais pesados como o mercúrio e o arsênico, por ter ação antioxidante e antiinflamatória.
É preciso retirar da dieta os alimentos industrializados que possuem muitos conservantes e sobrecarregam o metabolismo. Além disso, em virtude de serem ricos em açúcares, gorduras saturadas e sódio, podem contribuir para a elevação do colesterol ruim (LDL) e doenças cardiovasculares. É importante evitar, também, frituras, refrigerantes e doces.

É fundamental cultivar uma alimentação saudável, realizar 6 refeições ao dia, com intervalos de 3 em 3 horas, segundo a Dra. Huggler. Seguindo essa rotina diária, ajuda a ter uma melhor qualidade de vida, ter mais disposição nas tarefas diárias e também pode prevenir contra doenças como hipertensão, colesterol alto, hipoglicemia, diabetes e obesidade.
A ingestão de frutas, principalmente aquelas cítricas, como o abacaxi, é sempre recomendado, pois contribui para a desobstrução do fígado pelo fato de ser diurético e também facilita a digestão.
Beber 2 litros de água, no mínimo, diariamente, também é essencial no processo de desintoxicação alimentar, já que o seu consumo ajuda na eliminação de toxinas pela urina. A água de côco e os chás são ótimas opções para eliminar as substâncias que intoxicam o corpo. Não se esquecendo, é claro, de criar hábitos rotineiros para caminhadas e exercícios físicos, que geram carga elétrica ao corpo, possibilitando ainda mais eliminar as toxinas, essas vilãs do nosso corpo, do nosso bem estar.
ALGUMAS DICAS
. Alimentação saudável com frutas e verduras sem agrotóxicos.
. Aprender a respirar adequadamente, tratando bem as vias respiratórias para que o gás carbônico seja muito bem eliminado do corpo.
. Beber 2 litros de água ao dia, ou água de côco ou chás.
· Dormir bem, ao menos 7 horas por noite, pois isso ajuda o organismo a descansar, a refazer as células e equilibra o sistema nervoso.
· Já que o estresse é o grande responsável em gerar toxinas no organismo, procurar manter o equilíbrio emocional.
· Fazer atividades físicas regularmente.
Fontes: revistavivasaude.uol.bpm.br/adeus-as-toxinas, todabiologia.com/saude/toxina.htm, zerohora.clicrbs.com.br/saiba-quais-alimentos-podem-eliminar-toxinas, todavidanutricao.com.br/site/archieves/tag/toxinas
